Núcleo de Apoio à Pesquisa – MUDANÇAS CLIMÁTICAS

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Radiação, aerossol e nuvens

O efeito das partículas de aerossol sobre o clima, embora reconhecido, ainda não foi quantificado de forma precisa. As partículas de aerossol interagem diretamente com a radiação solar por espalhamento e absorção. O processo de espalhamento reduz a incidência de radiação global e aumenta a fração de radiação solar incidente na forma difusa. O processo de absorção, por outro lado, além de contribuir também para a redução de radiação solar em superfície, pode contribuir para aquecer as camadas atmosféricas nas quais as partículas de aerossol estão presentes. Neste subprojeto pretende-se avaliar o impacto das partículas de aerossol urbanas (em São Paulo) e emitidas por queimadas (na Amazônia) sobre a incidência de radiação solar em superfície. Em São Paulo, pretende-se quantificar de forma mais precisa o papel das partículas de aerossol sobre a radiação ultravioleta. Na Amazônia, pretende-se avaliar a consequência do déficit de radiação em superfície sobre os fluxos turbulentos de calor latente, calor sensível e de CO2. Pretende-se também avaliar o efeito que o aumento da radiação na forma difusa pode causar sobre o fluxo de CO2. Comparando-se com o componente direto, a irradiância solar difusa pode penetrar de forma mais eficiente dentro da copa de dosséis heterogêneos como a floresta tropical úmida da Amazônia. A maior eficiência de penetração pode aumentar a eficiência fotossintética do dossel, por atingir folhas à sombra da irradiância direta. Além disso, como a presença de nuvens na região amazônica é frequente, mesmo durante a estação seca, pretende-se avaliar o efeito simultâneo dos aerossóis e das nuvens sobre a radiação solar incidente naquela região, com a utilização de um código de transferência radiativa. Pretende-se também estudar a interação aerossol-nuvem em laboratório, através de experimentos controlados.